quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Devils Never Cry - Chapter II

A noite era a senhora que ofuscava todas as atenções, todos que passavam ali com suas vestes chamativas, a França era realmente um lugar onde a criatividade humana chegava a pontos bizarros, a cada esquina que se cruzasse era inevitável não ficar admirado, alguns pela beleza outros pela falta de senso do ridículo. Acima disso tudo havia uma sombra que passava por todos ali presentes como um vulto, saltando de construção em construção sem demonstrar sinal de cansaço físico ele para subitamente seus rápidos passos.

- Hum – Emitia um tom de curiosidade – Então esta é a igreja da qual o tal de Belzar se encontra.

Loren começava a caminhar em direção a construção a sua frente, a maior igreja de Paris, toda entalhada em tons de ouro, grandes sinos em sua ponta um grande exemplo de requinte artístico e cuidados que não dispensavam gastos.

- Pelo o que eu me lembre, o tal de Jesus foi podre, isso nem de longe seria a “casa dele” – Comentava sarcasticamente Loren ao se aproximar por cima das casas.

O caçador de demônios olhava ao seu redor buscando um meio de entrar, olhando rapidamente as ruas infestadas de pessoas mostrando seus bens materiais ele percebia que era impossível entra pela entrada convencional, em sua procura pela entrada ele logo observou o sino da igreja vendo nele sua porta de entrada com um pelo tapete vermelho de boas vindas. Seus olhos cerravam visando a janela de onde ele podia ver os sinos um poucos distantes dali, lentamente o jovem andava para trás preparando caminho para concretizar seu plano, correndo em direção a uma arvore que estava a frente da igreja, Loren pula do telhado alcançando um galho de arvore onde o usa como segundo impulso para chegar ate a igreja.

- Eles deveriam fazer essas igrejas mais perto das outras casas – Comentava irritado.

Loren entrava na igreja através da janela onde o sino repousava, logo descendo as escadas em um único pulo em direção ao chão, ele encontrava um corredor que dava para o salão principal, onde todos fazem suas preces. Andando pelo salão ele procurava uma porta para um local subterrâneo, o que não foi muito difícil, pois a porta de madeira do outro lado da sala deu para um corredor com outra porta mais robusta com um cadeado com o tamanho de um punho fechado.

- Nossa que segurança. – Dizia sarcasticamente enquanto apoiava a sua espada no meio do cadeado e como uma alavanca arrombando o cadeado facilmente – Lembrar de nunca comprar um desses para trancar minha casa – Dizia enquanto abria a porta lentamente – Quando eu tiver uma, claro.

Loren adentrava em uma escadaria estreita, a luminosidade era zero no local, porem o cheiro do local era bastante característico, cheiro de sangue. O rapaz com sua espada em punho chegava a um salão com varias maquinas de tortura onde uma delas estava com uma mulher nua e morta, provavelmente à alguns dias, mas sua investigação local era cancelada devido a um ruído estranho que ele ouvia de uma espécie de cômodo logo adiante, com passos furtivos o rapaz chegava ate o local e se deparava com uma cena grotesca, um homem aparentemente de meia idade tendo relações sexuais com um corpo de uma jovem que aparentemente estava morta, quando o homem sentia a presença de Loren nas suas costas ele se virava rapidamente, encarando o jovem com o temor em seus olhos.

- Herege! Pecador! – Gritava o homem insanamente.

A reação do jovem era de curiosidade justamente com o nojo em seus olhos, deixando sua curiosidade de lado, Loren era tomado pelo seu antigo ódio pelos católicos e rapidamente corta a cabeça do homem fora.

- Hohoho... Sem piedade. Dizia uma voz às costas de Loren – Me disseram que era um caçador de demônios e não um assassino de homens. – Dizia a voz sarcasticamente.

- Então você deve ser Belzar – Loren se virava para encarar a face do demônio.

O homem a frente de Loren, parecia ter meia idade vestindo uma túnica preta, alguns terços pendurados pelo corpo.

- Sinto muito meu nobre assassino de pecadores – Belzar mostrava seu sarcasmo – Os mortos não precisam saber nomes.

Belzar em um piscar de olhos desaparecia das vistas de Loren e um tilintar de metal era ressoado pela acústica da sala, o demônio e seu caçador estavam com suas espadas cruzadas disputando força bruta.

- Hum... interessante – Dizia Belzar curioso. – Nenhum homem pode defender meus ataques.

- Sinto muito, bafo de enxofre, mas toda regra tem sua exceção – Loren empurrava Belzar para trás com sua espada seguida de um chute no abdômen – Hora de morrer. – Dizia Loren cortando o ar em direção a Belzar.

- Faz jus a fama jovem.... – Os olhos do demônio ficavam negros com a sua íris vermelha – Fama que morre aqui, junto com você.

O choque das espadas foi violento a ponto de fazer com que a poeira dos velhos tijolos da masmorra tremessem a ponto de cair poeira deles e como já não bastasse, os dois desfrutavam de seu combate incessante com inúmeros choques ressoando pelo local.

- Hum... O que é você jovem? – Perguntava Belzar intrigado. – Um demônio também?

Loren cortava o vento em direção ao chão e encarava o seu inimigo com arrogância, demonstrando um ar de superioridade juntamente com ódio e desprezo.

- Sou um mero caçador de demônios – Loren apontava sua espada para seu inimigo. – E você, é minha caça.

Em menos de um segundo se quer Loren se aproximava de Belzar com a ponta de sua espada para ser fincada no meio do peito de Belzar, mas o demônio escapa do ataque por um triz.

- Interessante... – O demônio cada vez mais curioso e apontava a mão para Loren. – Você definitivamente não é humano, um ser como você seria de grande serventia e eu sei pagar muito bem...

Rapidamente o jovem caçador cortava em sua lateral e o sangue fluía com o ar, o chão ganhava mais um adereço: o braço que antes apontara para o jovem, o cheiro do local ganhava mais um aroma além o da luxuria e da morte dos inocentes que impregnavam o local decrépito, a acústica ganhava mais uma sinfonia uma das mais agonizantes, o grito de desespero do culpado.

- Cale a boca ser imundo – Dizia Loren arrogantemente – Como ousas usar a fé desse povo para fazer seu próprio parque de diversões? – Perguntava o jovem intrigado.

- Hahahahahaha – O demônio ria sarcasticamente – Eu não faço nada meu jovem caçador de demônios! – O demônio se apoiava na parede – Eu apenas abro as portas da criatividade perversa deles mesmos, quem escolhe entrar e desfrutar? Eles. – Belzar encarava Loren arrogantemente com o olhar de um vencedor.

O olhar do rapaz fica pesaroso e cheio de magoa interna, amolecendo assim seu punho, quando o jovem volta a sua realidade ele já havia sentido a lâmina de seu inimigo entrar em seu peito.

- Muahahahahahaha – Ria histericamente o demônio – Não importa o que você seja, parte de você é humano e por isso sempre irá perder para o sentimentalismo, este que custou a sua vida, pois nem mesmo um demônio pode ficar vivo após ter seu coração perfurado! – Dizia Belzar, que mudava seu tom de voz aos poucos quando observa o olhar de Loren cruzando o dele. – Como? – Se perguntava.

O vulto da arma do jovem passou como um flash, jorrando sangue na parede o demônio caia olhando para o rosto de seu assassino se perguntando o porquê.

- Eu – Dizia o demônio no chão com metade do corpo cortado e encarando seu inimigo – Perfurei seu coração – Com a voz tremula – Era para você estar morto.

- Quem disse a você que eu sou um demônio? – Perguntava Loren virando de costa e rasgando o ar, para que o sangue em sua espada fosse ao chão.

- O que é você? – Perguntava o demônio agonizante e espirrando seu sangue negro pela boca, mas morrendo antes de obter sua resposta.

- Um monstro... – Dizia Loren pesaroso.

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