quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Devils Never Cry - Chapter I

Comentário Inicial

Bem, esse é o inicio de um romance embasado em todos os animes, filmes, jogos, etc. que envolvem demonios medievais e seres das trevas com aparência humana. O protagonista é Loren um jovem com uma história misteriosa que será desvendadas aos poucos de acordo com o andamento dos acontecimentos. O titulo é Devils Never Cry, titulo retirado da musica tema do jogo “Devil may Cry 3”. Bem, come on, let’s go.

1486 – França

“A Era Negra está em seu auge. O mundo parece que perdeu a sua razão moral e ética, e assim, vivendo a época mais sangrenta de todas, o homem está lutando desesperadamente pela sua sobrevivência nesse meio obscuro e catastrófico, matando sem pensar tudo e todos que ameaçarem seu reinado sobre este mundo.

Quem são os inimigos?

São os demônios.

Vindos dos confins do inferno para assombrar esta terra apenas pelo desejo de sangue e destruição, dos quais bruxas e mulheres são agentes segundo o imaginário dos homens desta época nefasta.

O caminho da bruxaria só acaba com a morte, estamos em uma era de caos...”

Padre Católico da época.

Paris

Era uma noite chuvosa na qual os trovões rasgavam o céu sem piedade. A água cai sobre a pele parecendo ter a densidade de pedras nessa noite escura. No meio de uma floresta densa, o último tilintar de metal se chocando era escutado por todos os animais que estavam ali em suas tocas assistindo um show de horrores capaz de deixar qualquer ser com consciência perplexo. Um homem de casaco e cabelos negros, estava em pé, em punho uma espada banhada de sangue, abaixo dele um corpo morto, um homem com túnicas pretas. Lentamente, o rapaz de sobretudo vira-se para a floresta, rumando para o norte na direção de seu olhar. Cortando o ar rapidamente para que o sangue em sua espada fosse jogado ao chão e embainhando sua arma em sua cintura, ele caminha floresta adentro indiferente à chuva e aos trovões e raios que chicoteavam as nuvens e clareavam as sombras das árvores.

A chuva ainda rasgava os céus, limpando as ruas decrépitas daquela cidade, varrendo os ratos sem pena assim como qualquer pequeno animal que ousasse desafiá-la. Em um bar onde todos se abrigavam da chuva e aproveitavam para saciar suas fomes e sedes, a porta se abre juntamente com o estrondar de um trovão, denunciando a entrada do homem de casaco negro. Na luz fraca e mirrada dos candelabros do local era possível ver que por dentro do casaco resplandecia um vermelho vivo. Lentamente o homem dirige-se ao canto do balcão com seus passos ensopados, onde a luz era fraca e os homens ausentes. O balconista, baixo, gordo, suado, usando uma camisa suja e limpando copos com um pano ainda mais imundo, aproximou-se com curiosidade no olhar quando perguntou com uma voz seca:

- O que queres, forasteiro?

O forasteiro encarava o dono do bar, e desviando o olhar por trás da cabeça gorda e suada do balconista, ele via tudo que havia nas prateleiras. Soltando um ar de descontentamento, ele abaixou a cabeça e fez seu pedido.

- Dê-me vinho.

Desconfiado, o balconista serviu vinho em um de seus copos imundos ao forasteiro, cujo olhar de desaprovação era o máximo de gratidão que podia oferecer. O balconista intrigou-se com a maneira estranha de demonstrar agradecimento do forasteiro.

- Estavas a espera de quê? – Dizia o balconista arrogantemente.

O rapaz olhava por baixo, visando a troca de olhares de forma desafiadora com um leve sorriso confiante vindo no canto de sua boca.

- Nada, só pensei que em Paris as coisas fossem mais – Ele olhou ao redor com um ar sarcástico - elegantes.

Os cotovelos do rapaz misterioso se apoiavam na mesa enquanto ele tomava o vinho em leves goles, evitando encostar demais o copo à boca.

- De onde você é, rapaz? – Perguntou o balconista, tentando se sentir confortável com o ar excessivamente confiante do rapaz estranho.

- Vim da Itália, porém foi na Grécia que nasci. – Ele respondeu enquanto analisava o copo com ar de nojo.

- O que lhe fez vir aqui?

Ele soltou o copo a mesa, lentamente olhava para baixo em direção ao balcão com um ar de peso em sua consciência que rapidamente era aliviada com um senso do dever, uma satisfação interior que parecia acalmar sua alma e em um leve sorriso no canto da boca, falou:

- Ossos do oficio.

O balconista apoderou-se de seu pano imundo e úmido para limpar o balcão, ainda intrigado com aquele estranho; e tramando maneiras de arrancar mais informações.

- Que tipo de oficio? – O balconista perguntou, tentando dar o ar mais displicente possível à sua pergunta. Porém, sem qualquer aviso ou chance de resposta, a porta do bar era aberta de forma desesperada.

– Mataram o padre Luis! – Gritava um homem de meia idade, trêmulo, molhado e pálido.

A noticia causou grande alvoroço de conversas dentro do bar, deixando todos ali totalmente impacientes e um tanto assustados. Todos falavam ao mesmo tempo e sem organização nenhuma, e em poucos minutos, a minúscula taberna transformou-se num pandemônio incontrolável.

- Quem mataria um padre?!

- Que tipo de monstro faria isso com aquele homem bom?!

- Foi um demônio! – Gritava um homem bêbado no canto.

- Um demônio? Como tens certeza disso?!

- É verdade, dizem que existem demônios dentro de Paris...

- De quem você ouviu isso?

A confusão estava praticamente controlada quando o dono do bar olhou para o canto do balcão onde o homem misterioso estava encostado: a única coisa que seus olhos encontraram foram algumas moedas ao lado do copo sujo meio preenchido com vinho.

A chuva que que caia torrencialmente castigando os céus agora havia se dissipado com o vento, trazendo o gélido ar que causava calafrios nos ossos dos mortais. Nos telhados da cidade de Paris, um homem de sobretudo preto observava as estrelas que surgiam timidamente entre as nuvens que se moviam.

- Bom trabalho, Loren – A voz ecoava por cima de seu ombro.

- Deveria ter me avisado que ele estava disfarçado de padre. – Dizia o jovem misterioso se virando.

Os dois homens ali: Loren, o rapaz de sobretudo preto por fora e vermelho por dentro, e um homem sem nome, de capa escura e capuz que cobria seu rosto, se encaravam por um certo tempo. Loren não via seus olhos, mas sentia-os esquadrinhando cada centímetro dos seus olhos cor de noite.

- Tenho mais um serviço para você – Disse o homem sem rosto quebrando o silêncio.

- Pelo menos não está chovendo mais. – Loren fazia sua ironia ressoar no ar.

- Não tem problema, será em um local coberto...

- Esse poderia ter sido o primeiro trabalho, não?

O homem ficava parado na frente de Loren sem dizer nada quando começou a andar para o lado.

- Loren, você terá que ir para a igreja central da cidade. Lá encontrará uma passagem subterrânea. No começo você encontrará humanos, e com eles faça o que quiser. Porém trata-se de uma cova de demônios, e o que nos interessa é um de Classe A chamado Belzar. E, logicamente, também alguns de seus subalternos. – A familiaridade de Loren e do homem sem nome com essa situação chegava a ser espantosa.

- Hum... Classe A? Está bem complexa a situação dessa cidade não? – Loren perguntava sem fazer questão de esconder sua repulsa e ironia.

- Paris é uma cidade que precisa ser limpa urgentemente, esses malditos demônios entram na sociedade humana disfarçados de padres, religião, igrejas. Inocentes praticantes de artes místicas milenares ardem vivas em fogueiras públicas todos os dias pela ignorância humana e pela ousadia desses seres detestáveis. – Sua revolta com a situação era eminente.

- Talvez os homens gostem dessa merda toda ao ponto de aderirem sem receio à ela, não? – Loren perguntava com indiferença à parte que se referia aos homens.

- Sua missão está dada. Limpe essa maldita cidade, caçador de demônios...

Nesse momento o jovem Loren pulava da construção em que ele estava para uma a uns 15 metros adiante, passando por cima dos cidadãos de Paris rápido e silencioso o bastante para que cidadão algum notasse sua presença.

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